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1 - Rio de Janeiro -> Foz do Iguaçu

     Estradas: BR116 (Dutra) até São Paulo depois BR374 (Castelo Branco). Uma opção para quem não quiser cruzar a cidade de São Paulo, seria pegar a rodovia D.Pedro (Campinas) e cruzar por Jundiaí , Boituva até chegar a BR374 e depois BR369.

     Parada para dormir: Maringá (PR) é uma boa opção, a cidade é muito interessante e vale a visita.

     O bom: as estradas são duplicadas, o trajeto rende bastante.

     O ruim: pedágios, são 23 até Foz do Iguaçu, totalizando R$ 186,70.

    Dica: se ainda não trocou dinheiro, faça-o em Foz do Iguaçu. Há casas de câmbio no centro da cidade, nas avenidas Brasil e Cataratas. Foi o melhor câmbio para pesos argentinos, R$ 0,19 para cada AR$. No câmbio oficial o valor era de R$ 0,34 para cada AR$. Devido à crise econômica que a Argentina se encontra, os postos de gasolina não estão aceitando  pagamento com cartão para débito e muito menos para crédito. O mesmo acontece com pousadas e restaurantes. "Somente efectivo" é a resposta que se recebe.

2 - Foz do Iguaçu (BR) -> Resistência (AR)
   
     Travessia de fronteira tranquila. Apresentamos os passaportes e os documentos do carro. Logo após fomos parados e solicitaram o Seguro Carta Verde. Tudo ok, vamos em frente.
     646 km separam as duas cidades , mas há todo tipo de recursos na estrada, inclusive pousadas. Ficamos no Casa Mia Hotel em Resistência, bem no centro, o que nos possibilitou conhecer algumas das 600 esculturas da cidade e ainda saborear o primeiro jantar argentino. O hotel é muito simples;  é daqueles para você dormir e sair cedo no dia seguinte.

3 - Resistência (AR) -> Salta (AR)

     817 km até Salta, fizemos em 9:00 h. A estrada é uma reta só, e no final está um pouco esburacada. Tem muito pouco movimento de carros, mas bastante de pássaros, cabritos e alguns cavalos. É necessário ficar bem atento! A princípio estávamos muito preocupados com o abastecimento de combustível, mas constatamos que a maior distância sem qualquer posto era de aproximadamente de 100km. Vimos abastecimento em Presidente Roque Saenz Peña, Avia Terray, Pampa del Inferno, Los Frentones, Pampa de Los Guanacos, Monte Quemado, Taca Rozo, El Quebrachal e Joaquin V. Gonzalez. Já para fazer um lanche fica meio difícil, pois os lugares não são muito convidativos, exceto em Joaquin V Gonzalez. Hotel na estrada só vimos em Pampa de Los Guanacos.  Portanto: saia cedo de Resistência; leve água e algo para comer; administre o tanque de seu carro;  mantenha uma autonomia de 200km. Assim, não passará por problemas e chegará a Salta no início da noite.
   
4 - Salta
     
     Trocamos o óleo do carro em Salta e fomos super bem atendidos na Tuerk's Servicentro, na Av. Hipólito Yrigoyen 124, tel 387 4710257, tuerksservicentro@hotmail.com.
     A cidade tem um comércio intenso com bons preços e ótimos restaurantes. Na Calle Balcarce os saltenhos se encontram à noite para comer, beber uma boa cerveja (a Salta Negra é ótima) e encontrar os amigos.
     Nos arredores de Salta há vários lugares para serem visitados: Cafayte, Cachi, Santo Antonio de Los Cobres e várias vinícolas. Aliás, o vinho do vale de Cafayte é sensacional.
     A estrada entre Salta e Cafayte é uma atração à parte: várias Quebradas; Garganta do Diabo; Anfiteatro e paisagens de tirar o fôlego. A foto principal do nosso blog é nessa estrada. Fomos passar somente o dia em Cafayte, do que nos arrependemos bastante, pois o melhor é ficar por lá e curtir a noite no clima tranquilo da cidade, nos seus restaurantes e vinícolas. Não fomos de Cafayate direto para Cachi porque nos informaram que a estrada estava em péssimo estado, decidimos então voltar à Salta e no dia seguinte fomos a Cachi.
     A estrada para Cachi também tem seu encanto, principalmente a Cuesta del Obispo, uma subida de rípio, cheia de curvas no meio de um vale. Só não acho muito aconselhável em época de chuva devido à possibilidade de desmoronamentos. Em Salta me disseram que no verão as chuvas fazem com que os rios transbordem e, por isso, muitas vezes as estradas ficam interditadas. Cachi é bem pequena, não oferece tantas opções quanto Cafayate, mas só a ida até lá já vale a viagem.
     
5 - Quebrada Humahuaca

       É composta de várias pequenas cidades que vão surgindo à  medida que se atravessa o vale do Rio Grande. Mais uma estrada belíssima, margeada por um filete de rio em um imenso leito pedregoso que a acompanha por todo trajeto. Esse filete, no verão, por dois meses, se transforma em um rio caudaloso que inunda o leito e fornece a água que será utilizada ao longo do ano por toda população dessa região. O ideal é se hospedar em Tilcara, que possui uma infraestrutura melhor entre todas, e de lá visitar as outras cidades. São todas bem próximas, ligadas por uma ótima estrada.
      Algumas merecem destaque especial:
      Tilcara - As melhores empanadas da Argentina são as de Tilcara!! Restaurante na Calle Rivadavia, em frente a Plaza Alvarez Prado, o penultimo antes de chegar a Calle Lavalle. De quebra ainda tem dois cantores que fazem um show bem legal. Ficamos na Pousada Don Juan (a qual recomendo) que é composta de vários chalés super agradáveis e muito bem decorados (AR$ 500,00 diária do casal). A cidade tem uma boa feira de artesanato e várias lojinhas com os melhores preços em toda Argentina. Há também uma fortaleza pré-colombiana, Pucará, muito interessante. Fica em uma parte bem alta que possibilita uma bela visão do vale do Rio Grande.
      Humahuaca - É a cidade mais populosa do vale. Procure o centro de informações turísticas e peça orientação para ir até Hornocal, El Cerro de 21 Colores. É bem fácil: são aproximadamente 22km em uma estrada reta,  de rípio em bom estado, mas que sobe até 4.200m. Faça isso de preferência depois das 14:00h, a incidência da luz do Sol no cerro após esse horário e fundamental para o visual. Acredite, vale a subida!
       Em tempo: as empanadas de Humahuaca também são ótimas!
      Purmamarca -  É no caminho para São Pedro do Atacama. A cidade é bem pequenina e dá para explorar em uma manhã. As quebradas estão no centro da cidade e com uma pequena caminhada já dá para conhecê-las.

6 - Purmamarca -> San Pedro do Atacama(Chile-Paso Jama)

     Por nós, eleito  o percurso mais bonito de toda a viagem! São 440 km de pura beleza sem qualquer monotonia: montanhas; desertos de areia; desertos de sal; lagoas; neve; vulcões. Tudo isso com um maravilhoso céu profundamente azul. Prepare-se para parar muitas vezes para tirar fotos.
     A estrada é bem sinalizada e em bom estado. Tem grande movimento de caminhões, ônibus e motociclistas em grupos ou sozinhos.
     Cuidados:
     1 - sair de Purmamarca com tanque cheio e abastecer em Susques ou no próprio Paso Jama. Apesar da distância não ser tão grande (440 km até SPA), o consumo do carro aumenta muito devido à altitude que chega a 4.800m, alterando completamente a autonomia do carro;
     2 - observar os horários de funcionamento do Paso Jama e, se for no inverno, verificar as condições da estrada. Por vezes, devido à neve, ela é fechada. Tem toda informação no site:
www.gendarmeria.gov.ar/pasos/chile/fichjam.html
     3 - não ter qualquer tipo de fruta ou alimento perecível quando for cruzar a fronteira. A polícia chilena inspeciona as bagagens e, se encontrar, jogará tudo fora e ainda poderá multá-lo se você tiver informado em sua declaração que não transportava tal tipo de alimento;
     4 - leve água e algo para comer. Só na aduana demoramos 1:30h para conseguirmos nossos papéis. Tivemos o azar de chegarmos juntamente com dois ônibus repletos de peruanos, bolivianos e turistas. A polícia chilena revista todas as malas nesse Paso!;
     5 - quanto à altitude, não tivemos qualquer problema. Não tomamos remédio, não bebemos chá de coca. Bebemos foi  uma boa garrafa de vinho de Cafayte na noite anterior.

CHILE

    6 - San Pedro do Atacama - Aqui o Suzuki ficou descansando por 4 dias! Resolvemos contratar os passeios na LKKAN ANTAY(Caracoles 151-B) que ficava bem próxima ao nosso hotel ( Puritama na Caracoles 113- muito bom). Apesar de ser uma agência com instalações bem simples, correu tudo certinho, sem qualquer problema. Eles propuseram um pacote com um preço bem melhor que as demais agências  e acabamos fazendo 4 passeios com eles: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Lagunas Altiplanas e Geiser del Tatio. Achei super válido e recomendo, uma vez que os caminhos não são bem sinalizados, as distâncias são grandes e algumas estradas estão em condições bem ruins. Outro ponto positivo do tour em SPA é que em certos locais só se consegue ir com os guias, pois é impossível se achar o caminho de volta. Nosso guia nos passeios foi o Sebastian e ele nos disse que estava abrindo, juntamente com seu primo, uma nova agência, a San Pedro de Atacama Caravan of Desert: tel 66149147 ou 66055819, caravanofdesert@hotmail.com. À noite, o grupo do tour se encontrou com o guia Sebastian e ele nos levou para o Barros Restaurante, que tem um show ao vivo e é muito agradável.
Para SPA não se esqueça de levar muuuuito hidratante,  colírio lubrificante para os olhos, protetor solar, chapéu, óculos escuros e casaco para a noite. Você também pode comprar tudo isso por lá.

       O bom: paisagens únicas, céu incrivelmente azul, cidade pequena e charmosa. Passeios com preços bem razoáveis.

       O ruim: a gasolina no Chile R$ 3,76/l,  na Argentina R$ 2,60 sem subsídio. A alimentação concorrendo com os preços do Rio.

7 - Antofogasta -> Copiapó - Deixamos SPA com tristeza.  Há muitos lugares para se conhecer por lá e 4 dias não foram suficientes. Mas, como ainda tínhamos muito o que rodar, o jeito foi partir!
     A estrada entre SPA e Antofogasta é super tranquila, viaja-se em uma altitude razoável, 2.000m, mas bem próximo ao mar. É interessante, porque podemos ver as nuvens tentando avançar sobre o deserto, mas sem qualquer chance de sucesso.
Antofogasta é a última cidade antes de você começar a atravessar o Deserto do Atacama, portanto, não se arrisque de forma alguma a iniciar a viagem no meio do dia. Não deve ser muito agradável cruzar esse trecho da panamericana à noite devido a total falta de recursos e ao frio que chega com o por do Sol. Durma em Antofogasta, saia cedo e não se esqueça de forma alguma de partir com o tanque cheio. A estrada a partir de Antofogasta é completamente deserta no sentido de lugarejos, bares, pousadas, etc. Não há absolutamente nada, só tem a estrada cortando um grande deserto de areia, sem uma folha sequer. A primeira bomba (não posto) de combustível está a 236km, depois só em Chañaral que está a 407 km de Antofogasta. Lembre-se que a estrada é na parte alta e o carro acaba consumindo bem mais que o normal. É melhor não arriscar, não tem para onde correr! Caso enguice, o jeito é pedir ajuda aos demais motoristas. A sorte é que como se trata da única estrada que liga o norte ao centro do Chile, ela é bem movimentada. Você não se sente sozinho no deserto. É lógico que não há nada para se comprar, o primeiro barzinho e lugares para comer está em Chañaral, portanto, leve água e algo para distrair o estômago. Se estiver viajando em alta temporada, reserve hotel com antecedência em Antofogasta. Não há muita oferta e se trata de uma cidade de negócios. Demoramos algum tempo para achar um lugar razoável e até os hotéis mais caros estavam lotados.

            O bom: a estrada é linda!
   
             O ruim: não tem, se você estiver preparado!
   

     




                    

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